O voleibol brasileiro inicia o ciclo de 2026 com uma mudança significativa em seus bastidores técnicos e essa transformação tem reflexo no Espírito Santo. A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) oficializou a nomeação de Rogério Cezar Espicalsky como o novo presidente da Comissão Brasileira de Arbitragem de Voleibol (Cobrav).
A escolha de Rogério para capitanear a arbitragem nacional não é apenas um reconhecimento à sua carreira, mas um marco histórico para o esporte do Espírito Santo. Natural de solo capixaba, o árbitro de 59 anos traz consigo a bagagem de quem já esteve no topo do mundo, elevando agora o nome do Estado ao posto mais alto da regulação das regras do jogo no Brasil.
Currículo de elite mundial
A trajetória de Espicalsky é um exemplo de longevidade e excelência. Atuando em competições de elite tanto no masculino quanto no feminino, o novo presidente da Cobrav ostenta números impressionantes:
- Olimpíadas: Atuou nos Jogos de Londres 2012 e Rio 2016.
- Campeonatos Mundiais: Marcou presença em três edições.
- Copa do Mundo: Participou de três edições do torneio no Japão.
- Circuito Internacional: Árbitro constante na Liga Mundial, Grand Prix e VNL (Volleyball Nations League) desde 2010.
- Cenário Nacional: Comandou mais de 12 finais de Superliga, consolidando-se como uma referência absoluta para os clubes brasileiros.

Para Rogério, o novo cargo é o coroamento de uma vida dedicada às quadras.
“Vejo como um reconhecimento de uma carreira dedicada ao voleibol no âmbito da arbitragem. Também como uma continuação dentro da arbitragem de alto nível, mas agora do lado de fora da quadra”, afirma o capixaba.
Desafios: tecnologia e integração nacional
À frente da Cobrav, Rogério terá a missão de equilibrar a tradição da arbitragem com a modernidade tecnológica. Ele destaca que o desafio será aprender as engrenagens da gestão enquanto mantém o corpo de árbitros em constante evolução.
“O primeiro desafio será esse de aprender como funciona o jogo do lado de fora da quadra e manter o árbitro em constante evolução com relação às regras e procedimentos, além de unificar a linguagem da arbitragem nos pontos possíveis”, explica.
Sobre o uso do “Challenge” e outras inovações tecnológicas, ele é categórico.
“É o desafio de usar a tecnologia que já está presente no voleibol moderno de hoje, de forma em que o árbitro possa usar como apoio em suas tomadas de decisões, e não apenas deixar que a tecnologia decida por ele”.
Além disso, Espicalsky pontua a necessidade de conectar as diversas realidades do País. “O desafio de conectar todas as federações com suas particularidades, distâncias geográficas, volume e quantidade de jogos ao mesmo voleibol”.
O “triunvirato capixaba” na CBV em 2026
O prestígio do Espírito Santo na CBV atingirá seu ápice em 2026. Além da liderança de Rogério na arbitragem, o estado contará com outros dois nomes estratégicos em cargos de confiança:
- Rogério Espicalsky: Presidência da Cobrav.
- Leandro Brachola: Coordenador Técnico de Vôlei de Praia.
- Celso Jantorno Silva: Comissão Executiva dos Campeonatos Brasileiros de Seleções de Vôlei de Praia
Para a Federação Espírito-Santense de Voleibol (FESV) e para os clubes locais, essa representatividade é um combustível renovado. Ter três capixabas em posições estratégicas fora de quadra — arbitragem, coordenação técnica e organização — mostra que o vôlei do ES é respeitado nacionalmente.
Rogério acredita que este protagonismo atual é apenas o começo para o Estado. “O fato de já estarmos lá não inviabiliza o aparecimento de novos nomes. O Espírito Santo tem muito valor, com trabalho contínuo e crescente, novas pérolas aparecerão”, projeta o dirigente.